quinta-feira, 25 de abril de 2013

País livre... Será?

"Grândola, Vila Morena..."

Hoje, em Portugal, festejou-se o 25 de Abril. Para uns mais um feriado, para outros o aniversário de quando o nosso país conquistou a sua liberdade de expressão, longe do salazarismo.
Então, eu lanço aqui a questão: atualmente, somos esse país que diz e expressa aquilo que pensa, lutando pelos seus direitos? Somos o mesmo povo que revolucionou com os cravos quando saiu à rua?
Infelizmente, penso que muita dessa garra e força se perdeu, estando nós confinados à divida pública que temos que pagar, pois os nossos impostos altíssimos não chegam. Haverá quem me diga: Não digas isso, já não somos ameaçados com a PIDE nem nos cortam as palavras com a censura. A vós, amigos, pergunto: Como definem, então, desculpas que nos tapam os olhos com areia, a falta de informação que existe, a muitíssima manipulação que mais não faz se não formatar o nosso pensamento? A uma educação que exige que os alunos pensem rigidamente (e ridiculamente!) de uma certa forma, para chegar a um certo protótipo? Pois eu vos respondo, já não nos cortam as palavras porque temos um outro tipo de regime, um Regime mais sofisticado, onde antes de pensarmos já fomos formatados a pensar de certa forma!
Contudo, penso que ainda há esperança! Portugueses, começamos uma nova geração. Uma geração empreendedora, que muito tem de lutar para chegar a algum lado. É por isso mesmo, por termos de lutar, que nossos olhos serão abertos e um dia criaremos um novo 25 de Abril, mais que um feriado, um momento de revindicação dos nossos direitos, do nosso bem-estar, de continuarmos a ter a possibilidade de cuidar da nossa saúde, de optarmos por uma educação que nos satisfaça, de ter um emprego que nos preencha, de sermos HUMANOS. Portugueses, um outro 25 de Abril surgirá eventualmente, até lá estaremos bem atentos, lendo nas entrelinhas dos discursos políticos, dando luta à austeridade! Uma vez, derrotamos a Ditadura, um dia derrotaremos a Austeridade.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Que raio de blogue é este?

"As palavras formam os fios com os quais tecemos nossas experiências."
(Aldous Huxley)


Este blogue é um projeto para mim mesma. Como o seu nome indica, "Reflexões de uma anónima", serão escritos pensamentos e reflexões por mim realizados, enquanto uma cidadã e pessoa anónima, assinando como Cabecinha Pensadora.
Pretendo, então, que o poder das palavras flua, através de mim, para um site da internet, este blogue. Quero dizer o que me vai na mente sem ser julgada, ou ter que me preocupar com tais julgamentos (contudo, comentários serão bem vindos!). Espero que esta ferramenta me ajude a expor em palavras o que me vai na alma, a dizer ao mundo o que penso, mesmo que não hajam verdades completamente tidas com certas. Além disso, friso que nem toda a dimensão dos pensamentos pode ser convertida em palavras, visto estes serem tão profundos, mas farei o meu melhor!
Os assuntos aqui abordados são ainda desconhecidos, falarei de tudo o que achar conveniente. Afinal de contas, esta é uma página minha, a minha marca, e tudo o que aqui estiver contido terá de ser, então, meu. Logo, cada texto aqui publicado será um bocado de mim, que partilho convosco e espero que, de alguma maneira, se identifiquem com as minhas palavras e reflitam um pouco sobre elas.
Concluindo, irei tentar tirar o melhor proveito deste blogue e tentar chegar até alguém que me ouça e talvez até me responda. Enquanto estiverem a ler as minhas palavras, tomem as minhas reflexões como vossas e sintam-se em casa! Façam como eu, divirtam-se.

Uma boa noite,
Cabecinha Pensadora

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O pássaro que não voa...

"O homem que faz coisas comete erros, mas ele nunca comete o maior erro de todos – não fazer nada." Benjamin Franklin"

Sinto-me protegida, dentro de uma concha, mas não me sinto eu. Como uma criança, ainda me dizem o que fazer, o que é certo e quem devo ser. Assim, tudo se torna mais fácil. Não há erros que eu possa cometer, decisões que tenha de tomar, responsabilidades para assumir. No entanto, dou por mim a não saber decidir as coisas mais pequenas na vida, como que autocarro apanhar, que caminho seguir. 
Quando decidem por nós, é fácil descartar a culpa. Mas chega um momento na vida em que pensas que tens de sair dessa concha, saber decidir por ti própria e, mesmo que erres, ter algo que é teu. Afinal de contas, não é assim que se constrói uma vida??
NÃO QUERO VIVER SEMPRE NUMA GAIOLA. Não quero ir com a maré, mesmo que isso seja o mais fácil. Não quero seguir alguém, quero ser eu própria. Quero fazer o que me apetece, cometer os meus próprios erros, seguir as minhas linhas de pensamento.
Se errar, que sejam os meus erros. Se tiver que fazer o que não gosto, que pelo menos seja no meu mundo. Se tiver que seguir um caminho, que pelo menos seja construído por mim. Resumindo: Se tiver que viver uma vida, que seja a minha!
Não quero ser o pássaro na gaiola, aquele que não voa, quero bater as asas e seguir o meu caminho. Não esquecerei as origens, apenas alargarei horizontes.
Felizes reflexões,
Cabecinha Pensadora